sexta-feira, 22 de maio de 2015

Fera


Havia em mim um lago sombrio, estranho. Um mar revolto, perigo mortal às almas bondosas, carentes e inocentes.
Havia também uma fúria insana, selvagem, de animal ferido acuado, faminto, sedento. Olhava de lado, sempre à espreita e desconfiado.  
Talvez ainda haja e durma apenas. Talvez, fingindo-se domesticada, a fera (quem dera!), com o olhar vazio e faminto de esperas, busque apenas o momento certo pra ressuscitar.

Um comentário:

  1. Olá, gostei do seu blog!
    Tenho um onde coloco algumas poesias minhas.
    Poderia dar uma olhada?
    http://wordsbyalonelyguy.blogspot.com.br

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